Plataforma: Nintendo DS
Estilo: Ação/Plataforma
Estilo: Ação/Plataforma
Produtora: Inti/Capcom
Lançamento: 07/06/2006 (JP) 09/12/2006 (US)
Multiplayer? Não
Como antigo fã do robô azul, tendo zerado tantos jogos desde o NES, sinto dizer que fiquei um tanto decepcionado com a nova saga que a série criou. Não que o jogo seja ruim, longe disso, mas simplesmente perdeu uma boa parte da essência que eu tanto adorava.
Quando a Capcom anunciou Mega Man ZX, os fãs gelaram: a possibilidade de jogar com o X, Zero e os guardiões de Mega Man Zero parecia uma sacada genial, e esse foi meu pensamento. E realmente foi magnífico. Depois que decidi arrumar um DS, fiz questão de PREPARAR a ROM do joguete, um tanto ansioso pra jogar.
E aí joguei.
A história é beeem pobre. Melhor que a de Draglade, mas ainda decepcionante. Sinceramente, sempre gostei da história da série Zero, mas parece que aconteceu um downgrade aqui. Antes de começar a joguetear, o game te dá a escolha entre dois personagens: Vent, o garoto, ou Aile, a garota. A escolha não é apenas estética, mas são pouquíssimas as diferenças (algumas subquests são únicas pra cada um). A introdução mostra o(a) protagonista, Vent/Aile, que trabalha pra Giro Express como um transporter. Por ordens de Giro (o chefe viadão), Vent/Aile devem entregar um pacote misterioso na floresta (que o jogo chama de Area A).
Até aí, tudo beleza.
Mas a putaria acontece quando, no caminho da entrega, um grupo de Mavericks muito bem intencionados chega acabando com a brincadeira, atacando sem dó o protagonista, que cai no meio da floresta. Quando recupera a consciência, Vent/Aile se vê diante de Prairie, a líder de uma organização de “Guardians”, que tinha feito o pedido do pacote misterioso. Após alguns diálogos, uma cobra com síndrome de down resolve se meter na conversa e ataca o grupinho de Prairie, incluindo Vent/Aile. O pacote misterioso se abre, e de dentro sai o Biometal X. Biometal é um objeto que dá a capacidade de se transformar em modelos de robôs do passado, garantindo todas os poderes deles. Vent/Aile então recebe o poder do Biometal X e vão atrás da cobra maldita.
Terminada essa missão, e mais alguns diálogos e explicações, Vent/Aile, o escolhido para ter o poder dos Biometal, se torna um Guardian, trabalhando para Prairie.
Nada realmente interessante, além da história dos Biometal. Vale lembrar que o jogo se passa 200 anos depois da série Zero, aproximadamente 300 após a série X. Com o passar do tempo, o herói ganha novos tipos de Biometal, como o de Fefnir, Harpuia, Shadow, Leviathan e finalmente o modelo ZX.
E aí eu não gostei.
Preguiçosos, aparentemente. Quando se consegue o modelo Zero, ele une seu poder com o modelo X, criando o “ZX”. Ou seja, Vent/Aile vai poder atirar como o X, usar golpes com a sabre de Zero… em um único model. Chaaato. Custava fazer o model Zero separado? Mas, tudo bem. Engoli e continuei.

O jogo usa o sistema mais chato possível pra série, na minha opinião. Se tu, jovem gafanhoto, tava acostumado a ir no menuzinho e selecionar a fase que quer ir, desista. Aqui, tu tem que ANDAR pelas áreas, bem parecido com Metroid ou Castlevania. Tudo bem que quiseram inovar, e alguns até gostaram, mas… não captei. Ficou estranhíssimo, uma mudança radical. Diversas vezes me senti PERDIDO por não saber onde era a “Área H”, por exemplo, já que era tudo que dizia nas missões disponíveis. Pelo menos mantiveram a dificuldade.
Sinceramente, não fui muito com a cara das músicas. Mega Man sem música boa é um porre, jamais conseguiria jogar Mega Man 2 sem som, por exemplo, então foi um tanto broxante. Mas ENGOLI.

O jogo é graficalmente lindo, ponto pro jogo. Cenários perfeitos, uma variação até que bacana de sprites, fundos perfeitos, Biometals bem produzidos. Animações limpas, lindas de se ver. Tem até uma cena ou outra em ANIME, com direito a voice acting em japonês e tudo mais. Usou bem o 2D que o DS consegue fazer, uma notável melhora em relação à série Zero no GBA. Gostei mesmo, tá de parabéns.
O que mais gosto de toda a série Mega Man são os chefes, seja qual for a saga. E claro que a Capcom não ia decepcionar os fãs aqui: mais oito robozinhos prontos para serem destroçados estão disponíveis aqui, como sempre. Mantiveram aquela “personalidade única” que parece existir desde Megaman X4, o que é bem interessante: um é mais arrogante, o outro tenta passar uma imagem mais séria e sábia, etc.

Mesmo com algumas pontos que acabei não gostando, Mega Man ZX é bastante divertido. Toda a história de Biometal dá uma diferenciada legal (como em Mega Man Battle Network 2, com a adição dos Styles e tudo mais). Sem mais babaquices de usar o mesmo herói do princípio ao fim. Cada Biometal tem ataques diferentes, habilidades diferentes, e a hora certa de ser usado (embora eu ache o model Leviathan, na maioria das vezes, inútil).
E ainda adicionaram aquela putisse de só poder falar com os cidadãos da cidade se tiver na forma humana, sem biometal ativado. Puf.
E tem continuação: Mega Man ZX Advent. Quem sabe um dia eu resenhe também? Ainda nem jogueteei. E é isso.
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