Arquivo para Agosto 21st, 2007

Phantasy Star

Em toda minha vida jogueteando RPGs, com certeza muitos foram marcantes. Alguns eram únicos, outros eram uma grande série. O maior exemplo disso é Final Fantasy.

Mas não é só de Final Fantasy que vive um gamer de RPG’s eletrõnicos, certo?

A muito tempo atrás, enquanto a internet ainda era um mistério para a maioria, e a putaria rolava solta, eu sempre ia atrás de jogos interessantes, e acabei topando com Phantasy Star, ou simplesmente PS. Assim que joguei, vi que esse jogo prometia. Depois de horas e horas jogando os quatro da série nos emuladores da vida e nunca ter zerado nenhum, vi que era foda demais pra mim e joguei fora.

Mas esses dias deu uma saudade, e resolvi compartilhar informações do jogo com vocês que me lêem, os poucos que me lêem. Não que eu me importe.

 

Phantasy Star 1

O primeiro da série foi muito interessante. Era um RPG comum, onde você controlava uma garota chamada Alis Landale. No início do jogo, Alis vê seu irmão Nero morrendo pelas mãos dos guardas contratados pelo rei atualmente, chamado Lassic. Nero avisa a Alis para que ela acabe com a tirania de Lassic, e diz que um homem chamado Odin poderia ajudá-la nessa aventura.

Nessa aventura, a garotinha Alis se envolve em várias coisinhas interessantes. Potes de lacônica, encontrar gatos falantes, despetrificar Odin por causa de uma Medusa… enfim, o enredo é bem legalzinho, até. Nada demais, nada de arrancar lágrimas, nada de meter pau na igreja e na sociedade… coisa simples. Afinal, estamos falando de 1987!

Esse jogo teve um diferencial muito grande dos outros RPGs. Seu cartucho ocupava 512 KB, e era um jogo caríssimo: 70 dólares. Chegou a um ponto em que o preço do próprio Master System estava quase igual ao do game, que foi o mais caro já feito naquela época!

Mas o que fazia dele um jogo tão bom? São vários os fatores. Ele tinha o diferencial de que as dungeons, as famosas cavernas nos RPGs, eram todas em primeira pessoa, assim como as batalhas. E, sem NENHUM mapa e lutinhas aleatórias a todo instante, tornavam esse jogo MUITO difícil. Mas todo mundo adorava. E, em alguns casos, adora nos tempos de hoje, como eu.

Os gráficos nas cavernas em primeira pessoa, das criaturas.. era algo realmente bom. Alguns jogos da próxima geração ainda tinham gráficos piores que os de Phantasy Star. Foi um sucesso grande.

O jogo tinha apenas quatro personagens, que entravam na equipe. Alis, a heroína guerreira das espadinhas. Myau, o gato FALANTE que usa suas garras fortinhas e magias de cura, além de custar 1 bilhão de mesetas (a moeda do jogo). Odin, o fodão do grupo, o mais macho, que usa machados, espadas e até mesmo armas. Finalmente, temos Lutz (também conhecido como Noah), o magão do grupo… ou melhor… o grande mistério do jogo. Em nenhum jogo da série Phantasy Star fica claro se Lutz (Noah) é homem ou mulher. É um GRANDE mistério. Provavelmente o personagem mais forte do jogo.

Phantasy Star I fez bastante sucesso no Brasil. Isso se deve ao fato dele ter recebido uma tradução para português do brasil (pt-br), oficial, feita pela Tec Toy. Com certeza teve muito neguinho aí jogando e tentando passar das caverninhas horríveis do jogo.

Vale a pena jogar, só pra conhecer. É um jogo “tosco”, se formos ver os RPGs da próxima geração (SNES e Mega Drive). Mas ainda é um ótimo jogo.

Bônus [+funny]

Falsa morte de Nero:

Verdadeira morte de Nero:

nero.jpg

Obrigado e voltem sempre.


 

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